Transformação em eco-mamã!



Ser mãe nos dias de hoje pode ser verdadeiramente não ecológico, e como é óbvio estou a incluir-me neste grupo.

Tal como quase todas as mamãs, sempre utilizei as formas mais práticas para ganhar tempo livre para as coisas que considero veradeiramente importantes, uma verdadeira ilusão. O saco das fraldas do meu filho andava sempre artilhado com toalhitas e resguardos, fraldas descartáveis e creme para o bebé, mudas de roupa, um pequeno lanche e mais alguns objetos como o termómetro, por exemplo.

Desde que esta questão do plástico começou a fazer parte das minhas preocupações decidi pesquisar um pouco sobre o que realmente seria necessário para o início da minha transformação em eco-mamã!

Mais uma vez fiquei bastante surpreendida com a minha falta de informação sobre o assunto, e dei-me conta de ter seguido apenas aquilo que a maioria das pessoas fazia, sem me questionar muito sobre as minhas acções..

Das minhas pesquisas fiquei a saber que, em um ano, uma única criança é responsável pelo uso de 130 quilos de plástico, contando também as embalagens, além de algo entre 200 a 400 quilos de pasta de papel.

Segundo o Portal ODM “todos os bebês de apenas uma das grandes cidades do mundo consomem até cinco toneladas de fraldas a cada hora. Um bebê, até aos 2,5 anos, produz uma tonelada de resíduos que não são tratados. São cerca de seis mil fraldas descartáveis.

Descobri também que as toalhitas de bebé na sua composiçao contêm plástico (tal como as toalhitas desmaquilhantes).

Iniciei a minha jornada a querer experimentar as novas fraldas de pano, mas devo dizer que a tarefa não foi fácil, não pela questão de ter de mexer nos cocós do meu bebé, mas porque não consegui inicialmente gerir a qualidade dos diversos materiais e a quantidade de fraldas que deveria ter em casa.

Encomendei duas fraldas para experimentar e depois de algumas horas de uso, o meu bebé ficou com pequenas feridinhas nas coxas por causa das costuras. Depois como desconhecia os Liners, de cada vez que o meu bebé fazia cocós sólidos, tinha de lavar as fraldas à mão e colocá-las de molho, era preciso muito tempo, e comecei a achar pouco prático. A primeira noite com a fralda foi terrível, porque o meu pequeno de manhã tinha molhado toda a cama também.. A partir desse dia, decidi-me a ir com calma e a ir procurando as melhores soluções, e durante o período noturno retornei ao uso das fraldas descartáveis.

Encomendei então fraldas de outras marcas para experimentar, e descobri novos materiais absorventes como o bambú e os Liners.

As novas fraldas de pano são muito mais práticas do que aquilo que pensava, mas confesso que leva o seu tempo, até que a mamã se sinta a vontade com o seu manuseio. Para o bebé, praticamente desde o início que são bem aceites. Agora tanto eu como o meu bebé não queremos outra coisa! É necessário sim um período de experimentação mas depois vale tanto a pena!!


Outra mudança foi a decisão de não comprar mais toalhitas! Comecei por experimentar apenas em casa e durante a fase de transição ainda levava as toalhitas que tinha em casa para as nossas saídas.

Para fazer os paninhos do bebé utilizei t-shirts dele e nossas já um pouco gastas e cortei aos quadradinhos, quando chega a hora da muda da fralda, um recipiente com agua e umas gotinhas de azeite ou óleo de amêndoas doces são suficientes para retirar a sujidade e deixar a pele do bebé hidratada ou em substituição utilizar o óleo de côco. Depois de uns tempos de estágio em casa, passei a sentir que já dominava o assunto e comecei a fazê-lo também quando vamos passear.

Acabei por levar tanto as fraldas de pano, como as toalhitas de tecido e o óleo de côco para a creche do meu filho, e foi tudo bem aceite para meu espanto!

Para substituir os resguardos impermeáveis, utilizo agora uma toalha normal, ou uma mantinha lavável.

Ser Eco-Mamã é possível, é melhor para o bebé, para o ambiente e para a carteira! Experimentem! Vale sempre a pena tentar!

E eu estou disponível para esclarecer alguma dúvida que surja!


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